Author Archives: Thaís Canto

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Programa Passaporte em Ação

Category : Morar no exterior

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O que é?

O Programa Passaporte em Ação foi desenvolvido para quem deseja realizar o sonho de morar no exterior. Trata-se de um programa que irá te auxiliar desde o planejamento da mudança do Brasil até o suporte emocional necessário para uma adaptação tranquila quando chegar no seu destino.

Através da utilização de ferramentas da psicologia e do coaching, o programa irá te auxiliar a fazer um plano de ação para que o sonho saia do campo das ideias e se torne um projeto a ser realizado. Além de te auxiliar com as questões práticas, o programa trabalha questões emocionais que muitas vezes é o grande responsável por travar a realização dos nossos sonhos. Com uma abordagem consistente, o programa irá proporcionar o autoconhecimento, e irá trazer luz as suas crenças limitantes que são as responsáveis pelas suas ações de autossabotagem.

Além disso o programa irá te acompanhar desde seu planejamento, até seu embarque e chegada ao seu tão sonhado destino. Oferecendo acompanhamento psicológico na sua chegada lá, proporcionando uma adaptação mais tranquila e maior segurança emocional.

Para quem é indicado?

Para brasileiros que queiram morar no exterior, por qualquer período de tempo, e:

01 Não sabem por onde começar a realizar esse projeto;
01 Já possuem ideia do que querem fazer, para onde ir, mas não sabem como colocar em prática;
01 Para quem quer descobrir onde ir, como ir, e o que é necessário para realizar esse projeto;
01 Para quem já tem tudo programado, mas que por algum motivo, que não sabe muito bem qual, não consegue colocar o projeto em prática;
01 Para quem deseja muito morar fora, mas que por questões emocionais tem dificuldades de sair do Brasil e tentar algo novo lá fora.

Benefícios

01 Realizar um plano estruturado para viver a experiência de morar fora;
01 Conhecer os reais motivadores de ter essa experiência;
01 Conhecer quais são as travas emocionais que o impedem de seguir o seu sonho;
01 Aprender a lidar com as travas emocionais e superá-las;
01 Aprender a lidar com as emoções conflitantes típicas dessa escolha nada simples;
01 Ter uma visão mais próxima da realidade de viver no exterior;
01 Ter apoio emocional para lidar com a saudade, ansiedade e sentimentos conflitantes típicas da adaptação em um novo país.

Como funciona?

O programa é composto por 12 sessões, de 1h30 cada uma, feitas por skype. Sendo 10 sessões realizadas aqui no Brasil antes do embarque, e 2 realizadas quando já estiver no destino.

Entre em contato e realize o seu sonho de morar no exterior!


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Reconstrua-se

Category : Evento

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O que é?

Trata-se de um programa de desenvolvimento humano que consiste em liberar o potencial de cada pessoa desenvolvendo-o ao máximo. Através de ferramentas e técnicas vivenciais, oriundas da psicologia e do coaching, o programa promoverá o autoconhecimento, autodesenvolvimento e um contato mais profundo com seu eu interior. A partir do contato mais profundo com seu mundo interno, você será capaz de se conhecer melhor, mapear suas emoções, dessa forma ampliar seus horizontes e definir suas prioridades.

Para quem é indicado?

Para todas as pessoas que:

01Buscam maior clareza de si;
01Desejam entender como suas emoções interferem em suas decisões e comportamentos;
01Desejam descobrir seus mecanismos de autossabotagem;
01Querem descobrir suas crenças limitantes;
01Desejam desenvolver suas emoções;
01Queiram realizar um projeto pessoal ou profissional, mas não sabem muito bem qual é ou encontram-se perdidos neste processo;
01Desejam realizar um sonho e não sabem como;
01Desejam descobrir um novo sentido para sua vida;
01Desejam mudar sua vida, mas não sabem como ou por onde começar;
01Se sentem infelizes com a sua realidade, mas não conseguem identificar o que podem fazer diferente;
01Possuem um propósito mas tem dificuldades de colocá-lo em prática;
01Desejam uma transformação pessoal;
01Buscam uma mudança de vida;
01Desejam abrir o próprio negócio, mas não sabem por onde começar.

Benefícios

01Avaliação e melhor percepção do ambiente que este está inserido;
01Compreensão ampliada da situação que está vivendo possibilitando alargamento de horizontes e a percepção de novas perspectivas;
01Estabelecer prioridades;
01Desenvolver o foco;
01Descoberta de crenças limitantes e disfuncionais;
01Ampliação do repertório comportamental diante as diferentes situações;
01Sensação de maior completude;
01Maior significado para sua vida;
01Maior autenticidade por conseguir coerência entre comportamentos e emoções;
01Fortalecimento da autoestima;
01Autoconhecimento e autodesenvolvimento.

Como funciona?

O programa é formado por dois encontros de 4 horas cada. No primeiro encontro iremos iniciar o processo de sensibilização do olhar para dentro de si e entender o cenário atual de sua vida. No segundo iremos trabalhar as crenças limitantes, os comportamentos autossabotadores e como podemos construir comportamentos mais assertivos.

Primeiro Encontro:
Dia: 09 de junho de 2017.
Horário: 18h às 22H
Local: Mixto
Rua do Ouvidor, 139.
Centro, Rio de Janeiro.

FAÇA AGORA A SUA INSCRIÇÃO!


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Expectativa x realidade de morar no exterior

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Por: Thaís Canto e Raquel Sá

Para quem nunca morou fora, existe sempre aquela expectativa gostosa de que tudo será melhor, diferente, maravilhoso, e que tudo será quase perfeito. Realmente existem muitas mudanças que são positivas, outras nem tanto. Neste texto vamos abordar algumas situações engraçadas (e bem reais também) que refletem a expectativa versus realidade de morar no exterior.

1) Saindo do aeroporto

Expectativa: Sairei do aeroporto “divando” num taxi ou Uber que me levará confortavelmente até meu destino final.

Realidade: Você fica perdido. Não sabe para que lado ir. Não entende as placas, nem o que dizem. Você vai pegar o carrinho para carregar as malas e ele é pago (!?).
Você já pesquisou o preço do taxi ou Uber? Só para você ter uma ideia, do aeroporto internacional de Londres até a região central da cidade você gastará pelo menos umas 30,00 Libras de Uber e no mínimo umas 80,00 Libras de Taxi. Já em Toronto você gastará uns 60,00 Dólares Canadenses de Uber e no mínimo uns 53 Dólares Canadenses de táxi. Se você, assim como muitas pessoas, se mudar com o orçamento limitado, vai pensar 2 vezes (talvez só uma mesmo) antes de chamar um serviço de transporte privativo. E se é para viver como os locais, por que não se acostumar desde a chegada, né? O transporte público é bem mais em conta e funciona muito bem na maioria das cidades desenvolvidas do mundo.

2) Dinheiro

Expectativa: Vou nadar em dinheiro. Vou poder comprar tuuuudo (ou quase) que eu quiser. O céu é o limite. Afinal, em geral a moeda de outros países vale mais que o dobro do Real.

Realidade: Porém, em muitos lugares o custo de vida também é mais alto do que você teria no Brasil e por isso você precisa trabalhar fim de semana, fazer as contas e torcer para te chamaram para aquele horário extra de domingo, pois só assim você conseguirá juntar para aquela viagem de que você estava planejando desde que se mudou do Brasil.

3) Dividindo apartamento com estrangeiros

Expectativa: Dividindo apartamento?!?!?! Fala sério! Eu quero mesmo é morar num loft só meu com vista para o Central Park.
Ah, ok…! Eu entendo que no início nem tudo é perfeito e que fazer um pouco de economia não faz mal a ninguém. Além do mais, vai ser bem legal a troca cultural, viver com pessoas de diferentes lugares/nacionalidades e posso até aprender mandarim com meu “roomate”, né?

Realidade: As pessoas não lavam a própria louça, não limpam a casa, não respeitam os dias que podem usar a máquina de lavar, chamam os amigos sem te avisar e ainda comem sua comida. É…. é mais ou menos por aí esta incrível experiência de dividir seu espaço com outras pessoas. Provavelmente você aprenderá muito mesmo, principalmente sobre flexibilidade, paciência e tolerância.

4) Cozinhando

Expectativa: Vou continuar cozinhando como sempre fiz! E não adianta vir com essa história de passar a comer a comida local. Não abro mão do meu feijão com arroz e farofa, viu?!

Realidade: Não existe o ingrediente principal para o prato que você tanto ama. Você pensa em substituir, mas você não sabe o nome que dão para aquilo na língua local. Ou você vê a embalagem de algo que poderia substituir, mas você não consegue entender para que aquele alimento serve. Ou resolve temperar um simples frango com limão (uns 8 limões talvez seja suficiente) e acaba descobrindo no caixa que pagará 16 Dólares (!!!) para ter essa iguaria temperando seu frango.
Esta última parte é baseada em fatos reais.

5) Indo as compras

Expectativa: Obaaaa!!!! Essa é a melhor parte! Tantas roupas diferentes. Vou renovar meu guarda-roupa prá já! Vai ser muito divertido.

Realidade: Você não sabe o seu número. Experimenta vários números diferentes para descobrir que o padrão de lá não se aplica ao padrão do seu corpo.

6) Comprando lingerie

Expectativa: Com tantas roupas diferentes lá, também deve ter umas lingeries bem lindas e sexies. Vou fazer uma surpresa pro boy.

Realidade: Você vai comprar lingerie e descobre que só existem dois tipos de calcinha. Fio dental ou calçola da vovó. Você também descobre que precisa ter decorado centenas de tabelas de numeração para cada parte do sutiã que você nem sabia que existiam. Fora o vocabulário específico de cada parte que compõe o sutiã.

Aprendendo a gerenciar expectativas

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A vida no exterior é super fácil e tranquila? Não! Mas também não precisa ser sofrida. Uma ótima maneira de evitar o sofrimento em decorrência do não alcance ou superação das expectativas é aprender a gerenciá-las.
Provavelmente você já deve ter ouvido alguém te falar: “- crie codornas, mas não crie expectativas.” Esse conselho não é totalmente verdadeiro, pois é quase impossível não criarmos alguma expectativa, seja ela qual for, tanto positiva quanto negativa. Então como podemos lidar melhor com esse tipo de situação?

Aceitando que as expectativas existem
O primeiro passo é você aceitar que tem expectativas e a partir daí reconhecer cada uma delas. Quanto mais clareza você tiver sobre as suas expectativas, mais fácil será conviver com elas e não alimentar sofrimento desnecessário.

Avaliando as expectativas e comparando com a realidade
Agora que você identificou todas (ou quase todas) as suas expectativas, procure compará-las com a realidade e verificar se são coerentes ou um pouco distorcidas. Uma boa maneira de fazer isso é conversando com pessoas que moram ou moraram onde você deseja ir, ou lendo blogs e vendo vídeos de pessoas de lá. Também procure saber das desvantagens de morar onde você pretende morar. O fato de um país ser mais desenvolvido do que o Brasil não é garantia nenhuma de que você vai gostar de TUDO que encontrar por lá, como por exemplo: comida, pessoas, clima, serviços públicos e etc. Sempre haverá algo que não te agradará e por isso é bom estar preparado para isso com antecedência.

Aceitando que coisas inesperadas acontecem
Por mais que você se prepare, pesquise e planeje cada detalhe desse processo de transição, sempre haverá coisas inesperadas, que em alguns momentos podem ser bem negativas e frustrantes. Considere que isso vai acabar acontecendo e busque as melhores alternativas para superar qualquer novo desafio que surgir.

Buscando suporte emocional
Se você já está no exterior e se identificou com o texto, por estar enfrentando várias destas realidades e este processo tem sido de alguma forma doloroso e frustrante, saiba que você pode buscar ajuda. Nestas horas o suporte emocional oferecido por um psicólogo pode ser extremamente importante para que você possa conversar sobre o que tem te angustiado, pensar em novas possibilidades de como lidar com sua nova realidade, aprender a gerenciar melhor suas emoções e etc. Se o seu domínio do novo idioma não é bom o suficientes ou você não se sente confortável em buscar o serviço de um psicólogo no seu novo país, saiba que existem psicólogos brasileiro que tem o site aprovado para atendimento psicológico online. A Raquel Sá da Lar Além Mar é uma destas profissionais e você pode conhecer os serviços dela aqui.

Se você ainda não realizou seu sonho de morar no exterior, pois ainda se sente em dúvida e confuso sobre qual seria a melhor alternativa, ou ainda não conseguiu decidir qual seria a melhor cidade ou país para você, ou está tendo qualquer tipo de dificuldade para fazer seu planejamento e por em prática, saiba que um processo de coaching poderá te ajudar neste processo e o melhor é que este também poderá ser realizado de forma online de onde você estiver. A Thaís Canto da RealizaSonho Consultoria, além de psicóloga é coach e oferece serviços adequados a esta necessidade. Você pode conhecer os serviços dela aqui. Inclusive ela e a Raquel Sá estão lançando o Programa Passaporte em Ação. Este programa irá te auxiliar desde o planejamento da mudança do Brasil até o suporte emocional necessário para uma adaptação tranquila quando chegar ao seu destino. Veja maiores informações sobre o programa aqui.

Esperamos que com este texto tenhamos deixado claro para você que certa diferença entre expectativa versus realidade é comum e até esperada, porém estas situações não precisam representar um grande sofrimento na sua vida e que é possível se preparar para elas antes mesmo de sair do Brasil. Caso você já tenha saído e esteja enfrentando dificuldades, é possível aprender a lidar com elas de forma mais adequada, basta buscar os recursos necessários para isto.

Imagens: Aqui no exterior e da internet


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Pare de fantasiar sobre o trabalho perfeito

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Por: John Lees

Algumas carreiras parecem exercer um poderoso fascínio. Muitos sonham em deixar o emprego em troca de profissões que parecem ter um significado profundo (como o ensino ou o trabalho sem fins lucrativos) ou aparente autonomia, como o empreendedorismo. Outros são atraídos pelo prestígio, por ocupações de alta remuneração, como na área legal ou de consultoria. Há ainda aqueles que desejam atuar no glamouroso mundo das redes de comunicação ou da área editorial. A ironia é que provavelmente o número de pessoas querendo sair desses ramos é o mesmo daquelas que estão lutando para entrar. Não importa a indústria, é muito difícil encontrar quem não reclame do que faz.

Por que mesmo pessoas sagazes têm esses intrigantes pontos cegos?

Muitos esperam pelo trabalho ideal, em que seria possível resolver todos os problemas de uma só vez: relação com o chefe, salário insuficiente e falta de autonomia. Cargos que talvez pudessem oferecer duas coisas bem importantes: significado e prazer. Empregos perfeitos parecem preencher necessidades profundas tanto em relação ao bem-estar de executar tarefas quanto a cumprir um propósito. Quando perguntamos a alguém como descreveria um cargo ideal, a tendência é escutarmos respostas distintas, mas não únicas. Muitos dizem querer um chefe que orienta, e não um que pressione e seja controlador; outros, uma cultura organizacional que cumpre o que propõe. Há ainda aqueles que, na hora de falar sobre o emprego perfeito, dizem que gostariam de estar num lugar que valesse a pena: “Quero fazer diferença” ou “Desejo dar algo em troca”.

Então, o que há de errado em procurar um trabalho que trará total satisfação e preencherá sua vida de sentido? Apenas uma coisa: provavelmente você não irá encontrá-lo.

A perfeição é uma meta inalcançável. Aprendemos que é melhor não nos limitarmos nem sermos tão rigorosos para decidir o período de férias, comprar uma casa ou escolher parceiros amorosos. Então, porque quando se trata da carreira, muitos insistem na ideia de que um trabalho poderá preencher todas as fantasias?

Quando a intenção é conseguir o cargo ideal, a tendência é cair numa armadilha tudo-ou-nada. É como se fosse um desafio para o universo — “Dá-me tudo agora ou me deixe em paz”. O que revela claramente como esse pensamento é passivo: embora possa dizer que está “em busca” do emprego perfeito, é bem provável que secretamente você espere que ele te encontre. O problema é que isso autoriza você a não fazer absolutamente nada. Se uma proposta incrível surge, você pode até checar do que se trata, caso contrário, as chances de insistir no mesmo plano desinteressado são enormes.

Ser mais flexível com a noção de ideal versus real pode permitir a você vislumbrar alternativas para o seu futuro sem necessariamente precisar tomar o primeiro passo para mudanças reais, o que significa, na maioria dos casos, falar com outras pessoas sobre o que acontece de fato no trabalho delas.

Um emprego que traga plena satisfação pode até estar no terreno dos sonhos. O fato, porém, é que precisamos do conceito de um trabalho ideal — ou pelo menos da ideia de que pode ser emocionante. É essa sensação que nos dá a energia para pegar o telefone, explorar, bater de porta em porta. E precisamos de gente apaixonada para abrir essas portas. Mas também de pessoas pragmáticas que procuram com afinco cruzar sua lista de desejos com as necessidades do empregador — o que significa cavar fundo o suficiente para descobrir a realização que pode existir em determinada função e os conflitos de escolha envolvidos. É preciso perguntar: “Do que realmente gosto?”, “O que vou fazer a maior parte do tempo?”, “Qual a pior parte do trabalho?”.

Encontrar um emprego inspirador (não completamente) significa aprender a combinar seu desejo com a realidade do cargo e saber como continuar a procura até achar um melhor negócio. Todo trabalho é um acordo — um ajuste entre o que você quer ganhar da vida e o que a organização (ou cliente) quer extrair de você.

Não aceite informações de segunda mão. Procure descobrir o que sente em relação ao emprego. Não se deslumbre com a marca do empregador ou com as informações divulgadas pela mídia: procure com vigor, estude ofertas e faça as perguntas certas. Se a função tende a levar seu currículo para uma direção arriscada, aja com todo o cuidado necessário, como se fosse um investidor.

Quem almeja a perfeição costuma fazer pouco e esperar. Buscar ativamente algo bom o suficiente, porém, pode transformar sua carreira.

John Lees é estrategista de carreira e mora no Reino Unido. É autor de How to Get a Job You’ll e The Interview Expert, entre outros títulos. Colaborador do Guia para conseguir o emprego certo, da HBR.

Texto em Português originalmente publicado em: http://hbrbr.uol.com.br/pare-de-fantasiar-sobre-o-trabalho-perfeito/

Crédito da Imagem: Unsplash


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Em que você deve (e não deve) se concentrar antes de uma entrevista de emprego

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Por: Karen Dillon

Anos atrás, quando eu seria entrevistada para o cargo de editora-adjunta da Harvard Business Review, eu pensei que tinha cuidadosamente me preparado para o meu dia inteiro de entrevistas. Eu tinha meu terno favorito lavado a seco e pronto para ir. Eu levei a minha filha mais velha (uma notória má dorminhoca) para a casa dos meus pais, para que eu pudesse contar com uma noite de sono completa. Eu até mesmo fiz um ensaio do percurso desconhecido para o escritório no domingo antes da minha entrevista. Eu estava pronta para qualquer coisa.

Ou era o que eu pensava. Na noite anterior à entrevista, minha filha mais nova, que normalmente dorme como uma pedra, começou a dentição e chorou continuamente. Longe de estar bem descansada na parte da manhã, de alguma forma consegui fazer um buraco no terno quando eu tentei cortar o embrulho do plástico de limpeza a seco. Com o meu segundo terno favorito, eu saí pela porta com as minhas direções do trajeto em mãos (isto foi pré-GPS!). Infelizmente, o mapa me levou para uma rota pesadamente engarrafada – algo que eu não tinha encontrado em meu ensaio de percurso no domingo. Depois de ficar no transito de para-choques contra para-choques, eu cheguei à entrevista com certamente meia hora de atraso – e seriamente irritada com a minha série de contratempos.

Em retrospectiva, eu posso rir do que aconteceu (especialmente porque que eu consegui o emprego), mas também percebo que eu tinha focado em todas as coisas erradas: logística e detalhes em vez do essencial. Esse erro poderia ter arruinado facilmente o que seria uma das oportunidades de emprego mais importantes da minha carreira.

O estresse a respeito de entrevistas de emprego parece um dado para a maioria de nós. E muitas vezes não facilitamos para nós mesmos já que nos dirigimos para estes momentos críticos com apenas uma escassa quantidade de preparação. “Mesmo as pessoas relativamente inteligentes não se preparam muito bem para entrevistas”, diz John Lees, autor de The Interview Expert: How to Get the Job You Want. Em vez disso, nós improvisamos. E isso acaba nos deixando nervosos justamente no momento em que mais estamos tentando impressionar. E, como Lees ressalta, “o nervosismo está intimamente relacionado ao desempenho inferior”.

Então, como você controla o stress inevitável de uma entrevista de emprego e prepara-se corretamente?

“Prepare-se ainda mais minuciosamente do que você acha que é necessário”, Lees aconselha. Você pode ser perfeitamente qualificado no papel, mas apresentar o seu melhor eu na sala de entrevista – alguém que está energizado e relaxado e seja fácil de trabalhar – é o desempenho ensaiado. Aqui está como Lees aconselha você a evitar o nervosismo na entrevista:

Desenvolva um script real. A maioria das perguntas de entrevista é totalmente previsível, diz ele. Você provavelmente pode rascunhar as 10 ou 12 coisas que você será perguntado. Porque devemos contratá-lo? Por que você se encaixa nesse papel? Eu observo algumas lacunas no seu currículo … e assim por diante. Pratique respostas para essas perguntas. Realmente diga as em voz alta. Não é o suficiente apenas pensar sobre como você vai responder grosso modo. Lees chama isso de “falsa preparação”. Realmente faça. “É praticamente a construção de pequenas narrativas”, diz Lees, para que você tenha respostas prontas e você estará livre para estar muito mais presente na sala de entrevistas. Além disso, você provavelmente dará respostas muito mais sucintas e impressionáveis. Lembre-se que o entrevistador precisa aprender um bocado sobre você em um curto espaço de tempo. Se você divagar com uma ou duas respostas, você poderá usar todo o seu tempo e você correrá o risco de se sair como um chato egoísta.

Prepare-se para as perguntas que você quer evitar. Se houver algo em seu currículo que você prefere não destacar, as chances são de que o seu entrevistador ficará curioso a respeito. Você terá uma chance melhor de mover-se rapidamente pelo tópico se você praticar sua resposta antecipadamente. “Mantenha-a curta e otimista”, Lees aconselha. Digamos que você foi demitido. Você pode dizer algo como: “Como centenas de outras pessoas, eu perdi minha função quando a empresa reduziu o quadro. Mas isso me deu uma chance de olhar para as habilidades que desenvolvi e identificar novas áreas de crescimento.” Mude sua resposta do passado para o presente e manter a conversa em um lugar confortável.

Se você for jogado em um “loop” por uma pergunta, pare um minuto para pensar sobre como você vai responder antes de respondê-la. Introvertidos, Lees aponta, muitas vezes precisam de tempo para processar uma pergunta. Você pode ganhar tempo resumindo a questão ou esboçando-a do seu próprio jeito. “Essa é uma ótima pergunta. Quando eu responder, vou discutir … “A pior coisa que você pode fazer é agir ou parecer nervoso. Isso comunica incompetência. Se você precisar, diga ao entrevistador: “Deixe-me pensar sobre isso por um minuto …” e, em seguida, apenas responda quando estiver pronto.

Certifique-se de que você está realmente ouvindo. Quando as pessoas estão nervosas, elas tendem a se concentrar em si mesmas, o que elas estão dizendo, como elas estão respondendo. Porém, a ansiedade pode ser um bloqueador que impede você de ouvir, ou faz você perder algo vital que seu entrevistador acabou de perguntar. Tente desacelerar-se, tendo respirações lentas e focando as palavras do entrevistador, não as suas ruminações. Se for uma pergunta complicada, é OK repeti-la e, em seguida, perguntar: “Eu entendi isso direito?” Antes de começar a responder.

Invente uma conferência por telefone para se dar uma pausa. Um dos meus ex-chefes uma vez deu uma excelente dica. Se você está agendado para entrevistas consecutivas, informe ao seu contato com antecedência que você tem uma conferência por telefone que você deve participar e pergunta se existe uma sala privada para você fazer isso. Isso permitirá que você tenha uma pequena pausa da intensidade de estar “ligado(a)” por várias horas seguidas. Este truque é especialmente útil para os introvertidos, mas pode ajudar qualquer um que pode igualmente sentir-se esgotado(a) de um longo cronograma de entrevistas (e quem não fica?).

Faça um “pre-script” de suas próprias perguntas. Você sabe que será perguntado pelo entrevistador se tem alguma dúvida. “Não” é sempre a resposta errada. Tenha uma ou duas boas perguntas prontas sobre o futuro da companhia ou sobre o futuro da posição sobre a qual você está sendo entrevistado (a).

Peça a um amigo de confiança para simular uma entrevista com você – e grave-a. Se há alguém em sua vida com experiência de entrevistas no mundo real, peça-lhe para praticar com você. Mas vocês dois têm que levar isso a sério. É um ótimo ensaio. Lees sugere a gravação em vídeo da entrevista (sua câmera do telefone provavelmente fará está proeza) – e, em seguida, assisti-la sem o som. A linguagem corporal pode ser um componente crítico de sua entrevista e “você verá como se apresenta”, diz ele. Com a prática, você tem a chance de observar e corrigir suas mensagens não-verbais antes de você estar na berlinda.

Naturalmente, estar nervoso é normal, mas não ignore o nervosismo. Em vez disso, esteja tão pronto quanto possível, fazendo o trabalho da entrevista bem antes de entrar na sala, diz Lees. E ele sugere que você ignore qualquer um que tente acalmar seus nervos dizendo-lhe “Apenas seja você mesmo.” É claro que você quer ser autêntico, mas você não quer apresentar uma versão ansiosa e de palma da mão suada de si mesmo. Você quer ser a melhor versão de você – calmo, confiante e preparado.

Karen Dillon é a ex-editora da Harvard Business Review e co-autora de Competing Against Luck: The Story of Innovation and Customer Choice (HarperBusiness/HarperCollins, October 2016).
Texto traduzido por: Thaís Canto
Texto original em inglês publicado por Harvard Business Review: Acesse aqui

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Praticando o que aprendeu!

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Crédito da Imagem: Pixabay


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Sessões de coaching online e sem custo

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Este é um presente da RealizaSonho para todos que tem acompanhado e apoiado este trabalho. Você tem a oportunidade de concorrer a 2 sessões de coaching (1h30 cada) por Skype, sem nenhum custo. Se você deseja planejar e alcançar uma meta em 2017, aproveite! Estas sessões serão ótimas oportunidades para planejar suas metas de ano novo, debateremos sobre os principais obstáculos para alcançá-las e planejar as ações para superar estes obstáculos.
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O resultado será dado no dia de Natal (25/12) às 18h (horário de Brasília) na página do Facebook.

Boa sorte!!!


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[SUPERELA] 8 atitudes que podem causar sua demissão

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Diante de um cenário econômico como o que estamos vivendo, muitas pessoas têm ficado bastante preocupadas com seu emprego. E não é para menos, de acordo com dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego do semestre que se encerrou em julho foi de 11,6%.

Saiba que nem sempre é fácil para um gestor tomar a decisão sobre quem fica e quem deve ser demitido num momento como este, pois muitas equipes continuam com o volume de trabalho anterior só que com a diferença de ter cada vez menos pessoas para executar as tarefas.

Para tomar a decisão sobre quem desligar, os gestores levarão alguns fatores em consideração, como: o empregado está executando atividades que deixaram de ser prioridade para a empresa; o empregado possui salário acima da média da equipe, porém o nível de entrega não é necessariamente maior do que de seus colegas e/ou o empregado apresenta atitudes que são mal vistas pelo gestor.

Eu perdi meu emprego e não sei por quê.

É justamente sobre as atitudes que explicarei adiante, pois diferente dos outros dois fatores, você tem controle sobre este e, ao se policiar, poderá evitar ser cogitado para demissão, tanto em períodos de crise e principalmente fora deles.

1. Falta de iniciativa

Eu só encaro minha mesa, parece que estou trabalhando.

Quando alguém é contratado para uma determinada função é esperado que esta pessoa tome certas decisões e resolva problemas que possam surgir dentro de sua esfera de ação, e que aja de forma espontânea, sem que ninguém fique o tempo todo dizendo como e o que tem que ser feito. A falta deste comportamento pode impactar negativamente sua carreira, fazendo com que você não tenha tantas chances de crescimento/promoção e sendo considerado para uma possível demissão.

2. Excesso de negativismo

Todos nós temos aqueles dias de mau humor, que o mundo parece meio cinza e consequentemente nos sentimos mais negativos. Ter alguns dias assim e manter esse sentimento sob controle faz parte da vida, mas o que não dá é ficar parecendo a hiena Hardy, dos desenhos da Hanna-Barbera, que vivia repetindo a frase – “Ó céus! Ó vida! Ó azar! Isto não vai dar certo!”

Se você anda reclamando demais no ambiente de trabalho sobre os assuntos mais diversos é melhor ficar atenta. Primeiro, porque é muito desagradável trabalhar com alguém que reclama de tudo, critica tudo e todos e sempre tem uma opinião negativa sobre qualquer tema. E segundo, porque este pode ser um sinal de que algo não vai bem com suas emoções, se você não era uma pessoa tão negativa e de repente passou a ser, isso pode ser sintoma de depressão ou outro quadro de sofrimento psíquico. Se você tem dúvidas sobre o que é, procure um psicólogo e converse sobre o que você está sentindo. Aproveite que o Superela tem a sessão de Super Profissionais onde todos oferecem a primeira sessão de 30 minutos sem custo e converse com um deles.

3. Procrastinação excessiva

Apesar da procrastinação ser um comportamento comum, já que todos nós procrastinamos em maior ou menor grau em diferentes momentos da vida, em excesso esse comportamento pode comprometer sua carreira. Um profissional que nunca cumpre prazos, que precisa de muito mais tempo que seus colegas para terminar uma tarefa é visto como pouco produtivo e por isso corre grandes risco de ser demitido. Se você precisa de uma ajuda para evitar esse comportamento, leia meu outro texto onde explico sobre a técnica do “pelo menos”.

4. Dificuldade de relacionamento com equipe e/ou gestor

Você ama seu trabalho?

Ninguém gosta de conviver com uma pessoa tida com “difícil”, não é? Então não seja esta pessoa! Ter um relacionamento ruim com seu chefe e/ou equipe pode não só atrapalhar seu crescimento na empresa atual, como também em oportunidades futuras, pois você será lembrada como “aquela pessoa difícil da outra empresa” e esse comportamento também pode levar a demissão.

Se você está se perguntando: “Ok, Thaís, eu até nem sou uma pessoa difícil, mas o meu chefe (ou a minha equipe) é que é muito difícil, e aí, o que faço?”

Neste caso, pense se tem algo que você possa fazer para melhorar esta relação, caso não tenha, vale a pena você verificar se existe a possibilidade de mudar de setor dentro da empresa ou até mesmo de emprego. Será que você conseguirá manter uma boa produtividade num ambiente hostil? Será que vale a pena insistir em ficar num lugar onde você não se sente bem? Leve em conta essas reflexões e tome a decisão que seja a melhor para você.

Texto originalmente publicado no site Superela. Continue lendo aqui!

Este texto também foi publicado pelo site Catraca Livre.

Crédito da Imagem: Pinterest


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[SUPERELA] Pare de procrastinar com a técnica do “pelo menos”

pare-de-procrastinar

Procrastinar é o ato de adiar uma ação ou prolongar uma situação para que a mesma seja resolvida posteriormente. Embora esse comportamento seja bastante comum, já que todos nós em algum momento iremos procrastinar em maior ou menor grau, devemos buscar estratégias para combatê-lo, pois, em demasia, o ato pode ser um grande obstáculo para o desenvolvimento de sua carreira ou de ter uma vida com mais realizações. Não é nem um pouco benéfico ser reconhecido como o profissional que nunca cumpre os prazos ou precisa de muito tempo para finalizar as tarefas sob sua responsabilidade.

Os motivos para procrastinar são vários, como: querer fazer uma atividade o mais completa possível ou perfeita – e acabar fazendo nada; medo do resultado de determinada atividade – será que quando concluída a atividade será criticada ou até mesmo será um grande sucesso? Como lidar com esse tipo de situação?; estar muito “ocupada” – a pessoa que procrastina pode justificar que está muito ocupada e por isso não esta conseguindo realizar determinada(s) tarefa(s), mas na verdade, sem se dar conta, está ocupando seu tempo com atividades menos importantes para aquele momento; superestimar sua velocidade de realizar cada uma das tarefas definidas para um dia – imagina que precisa de apenas 10 minutos para elaborar um relatório complexo e acaba levando 1 hora, e etc.

Quando me percebo travada na procrastinação, uso uma estratégia que chamo de “pelo menos”. Aceito que o desafio é grande e/ou não estou com energia suficiente para concluí-lo e delimito algo que “pelo menos” eu consiga fazer naquela hora ou durante aquele dia. Por exemplo, eu preciso fazer faxina na minha casa, mas não estou motivada para isso, os dias vão passando e nada de fazer a faxina. Nesse tipo de situação eu paro e penso: “Deixa eu ver algo simples que pelo menos eu consigo fazer agora”. E escolho algo como, tirar a poeira dos moveis.

Combino comigo mesma que é SÓ ISSO que preciso fazer, por hoje, em relação à faxina e não irei me cobrar de mais nada pelo resto do dia. O curioso que não é raro eu terminar a tarefa que delimitei para fazer e me sentir animada para fazer algo a mais. Pode ser que não faça a faxina na casa toda, mas pelo menos terei feito mais do que a minha falta de ação me permitiria inicialmente.

O segredo para essa estratégia funcionar é você definir algo que seja simples ou que não tome muito tempo e preferencialmente algo que fará uma diferença significativa para você por ter sido concluído naquele dia, embora as outras coisas que precisam ser feitas não sejam. O que está por trás dessa estratégia é fazer com que você saia da inércia. Mesmo um pouco de esforço para sair da estagnação pode fazer uma diferença enorme no seu dia.

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Crédito da Imagem: Pinterest


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[SUPERELA] 3 motivos pelos quais as empresas não dão uma resposta aos candidatos

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“Já cansei de participar de processos seletivos onde o entrevistador me diz que vai dar retorno e nunca dá. Eu só queria saber por que essas malditas empresas não dão retorno para os candidatos?”

Esse questionamento é bastante comum e, obviamente, entendo os motivos de muitas pessoas se sentirem chateadas com a situação. Eu mesma já passei por isso inúmeras vezes e sei quanta expectativa e ansiedade a participação em um processo seletivo gera.

Se ao acessar este texto você imaginava encontrar alguém reclamando das empresas e RH’s em geral, vou te decepcionar um pouco, pois essa não é minha intenção. Quero te ajudar a entender brevemente o que acontece do outro lado (RH/empresa) para que você possa lidar de maneira mais adequada com essa situação.

O início da angustia e ansiedade acontece quando se envia o currículo para uma empresa tendo ela uma vaga no seu perfil ou não. “Será que eles receberam?” “Será que já leram?” “Será que tem alguma vaga para mim?” “Será que me chamarão para o processo seletivo?” Será… Será… Será…

Neste momento é comum alguns candidatos esperarem que a empresa dê algum retorno sobre o CV que foi enviado. E elas nunca dão e já te digo que será muito difícil elas retornarem, a não ser quando tem uma resposta automática configurada no e-mail exclusivo para receber CV ou no site de cadastramento. Se receber alguma resposta nessa situação será apenas automática. Se não for automática, considere-se um premiado, pois isso é bastante raro.

O motivo para as empresas não darem retorno nesse primeiro contato é que simplesmente não dá tempo devido ao volume de candidaturas recebidas. Em empresas de médio e grande porte o volume de currículos recebidos por dia beira às centenas. Mesmo quando é divulgada uma vaga específica, a quantidade recebida é alta e muitos candidatos insistem em se candidatar a vagas totalmente fora do perfil. Por exemplo, numa vaga de engenheiro existem pessoas que se candidatam, mas tem experiência e formação na área financeira (!?).

Um questionamento menos frequente, mas que também existe na mente de alguns candidatos é o porquê de quando se envia um currículo, mas não se candidata a uma vaga específica, a empresa não dá um retorno para dizer qual vaga o candidato poderia ser aproveitado. A realidade é que a empresa não busca uma vaga para os candidatos que se inscrevem, mas busca candidatos para as vagas em aberto. Ou seja, quando uma nova vaga é criada ou fica disponível na empresa, os recrutadores buscam no banco de currículos aqueles candidatos que são mais adequados para a vaga em questão.

O conselho que posso te dar para este momento inicial é confiar que seu currículo foi recebido e continuar buscando novas oportunidades em outras empresas. Se no decorrer de alguns meses seu CV sofrer alterações significativas devido a novos cursos relevantes ou alguma nova experiência, atualize-o e mande novamente. Você não precisa mandar seu currículo mensalmente, nem semanalmente e muito menos a cada 2 dias. Sim, tem muitos candidatos que fazem isso e pode confiar que é desnecessária tanta insistência.

Agora vamos entender melhor a principal fonte de angustia ou raiva por parte dos candidatos em processos seletivos e desconfio que até mesmo de sapos terem sua boca preenchida com nomes de profissionais de RH. Quais os possíveis motivos para as empresas não darem retorno após um processo seletivo e como lidar com esse tipo de situação?

“Existem empresas/profissionais que não tem consideração pelos candidatos e por isso acabam não se importando em dar retorno?!” Sim, infelizmente existem, mas nem sempre que a falta de retorno acontece por este motivo. Então vamos às outras possibilidades:

1. Diversas vagas sendo trabalhadas ao mesmo tempo

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Este texto também foi publicado pelo site Catraca Livre.

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[SUPERELA] 11 erros fatais que você não pode cometer no seu currículo

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Ao longo da minha carreira em RH sempre vi pessoas cometendo os mesmos erros fatais ao elaborarem seus currículos. Quando me deparava com um ou mais desses erros, eu tinha vontade de pegar o telefone ou escrever um e-mail para ajudá-las a corrigir o(s) deslize(s) em seu currículo (CV) – que, provavelmente, impediam elas de serem chamadas para entrevistas.

O volume de trabalho era muito e o tempo disponível para poder ajudar quem estava errando era pouco, ou melhor, nenhum. E, com isso, o sentimento de que precisava fazer algo era sempre presente. Bom, o tempo passou e agora posso me dedicar a ajudar quem está precisando para que não cometa mais esses erros. Por favor, prometa que você NUNCA MAIS vai fazer o que listo abaixo, ok? Se você vai enviar seu CV hoje ou ainda nesta semana, pare! Leia cada um desses 11 erros, verifique se não está cometendo algum deles e corrija seu documento imediatamente.

1. Objetivo

De longe, esse é o erro mais comum.

As pessoas imaginam que nessa parte é para colocar uma mensagem no melhor estilo “declaração de amor” para a empresa. Com isso, cansei de ler coisas do tipo: “desejo trabalhar nesta magnífica, conceituada e extraordinária empresa”, ou “pretendo fazer um trabalho maravilhoso para essa formidável companhia, com o objetivo de me tornar o profissional mais inigualável de todo universo”, ou “meu objetivo é crescer infinitamente dentro dessa extraordinária empresa e fazê-la crescer ainda mais”.

Ok, confesso que exagerei um pouco nos adjetivos, mas a ideia no fundo é sempre essa: bajular a empresa e dizer o quanto o trabalho do profissional é indispensável. Porém, o que espera-se que seja preenchido nessa parte é simplesmente qual o(s) cargo(s) ou área(s) que se deseja trabalhar (não mais que dois). E esses cargos ou áreas precisam estar relacionados entre si para não parecer que o profissional está perdido tentando trabalhar em qualquer vaga que aparecer.

2. Colocar o número dos documentos no CV:

A empresa só precisará saber do número dos seus documentos SE ela te contratar ou se for solicitado. Caso contrario, não há nenhuma necessidade de você colocar o número de todos os seus documentos no CV. Essa prática também não é segura – visto que seu currículo pode ser extraviado e quem encontrá-lo terá o número de todos os seus documentos para fazer o uso que quiser.

3. Endereço de e-mail nada formal ou nem um pouco profissional

Na minha opinião, este é um dos erros mais bizarros em currículos. Como alguém tem coragem de usar endereços de e-mails, como: “gatinhagostosa@…..” ou “lulubaladeira@….” Ou “lorinhafogosa@…..” ? Se eu já vi endereços como esses que citei em currículos?! Sim! E era disso para pior.

Use endereços de e-mail com seu nome ou com palavras neutras. Nada de usar apelidinhos estranhos e principalmente que passem uma imagem totalmente informal e nada profissional ao seu respeito.

4. Currículo muito longo:

Seu currículo é para ser um resumo dos fatos mais relevantes em sua história profissional, não um livro de toda sua vida. Para quem está no início da vida profissional, ou seja, não tem muito anos de experiência, ou não tem experiência em diferentes cargos e/ou empresas, uma página é mais que o suficiente. Para profissionais mais experientes, 2 páginas são suficientes.

5. Período de experiência não está claro

A pessoa resolve colocar o tempo total que trabalhou na empresa. Por exemplo:
Empresa X
Período: 1 ano e 8 meses
Empresa Y Período: 7 meses

Dessa forma, não se consegue entender se ela está ou não trabalhando e qual experiência é mais recente ou antiga.A maneira correta de colocar essa informação no currículo é a seguinte: Mês/ano de início – Mês/ano de saída ou atual (se ainda estiver trabalhando).

6. Ordem das experiências profissionais

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Este texto também foi publicado pelo site Catraca Livre.

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